quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Morango?

Quando você compra um sorvete de morango, você espera que ele tenha gosto de morango (nem que seja aquele gosto artificial de morango). Mas, quando você toma um sorvete de morango e ele tem gosto de banana, você descobre que tem alguma coisa errada com o mundo.
Lembrei de umas jujubas que comi pela vida que eram de banana com uva. Pelo menos elas eram sinceras.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Acabou

      Pois é, mais um ano se foi. Parece que quando chega agosto, o tempo dá uma acelerada brusca e em poucos instantes já vira dezembro. Nesse ano que passou, eu cresci muito como pessoa. Talvez nem tenha sido o crescimento desse ano em si, mas a constatação do meu processo de crescimento que se deu nos últimos três anos.
      Relacionamentos cresceram e se fortaleceram, outros surgiram e outros se apagaram um pouco (espero que não definitivamente). Mas, acho que uma das coisas mais importantes, foi que eu aprendi a me amar de novo. Posso não ter feito tudo que eu queria fazer, posso não ter me focado no que eu queria me focar, mas voltei a me amar. E isso, não vou deixar ninguém tirar de mim de novo, porque esse renascimento consolidou meu amor-próprio.
      Agora que me redescobri, quero continuar lutando pelo meu caminho com unhas e dentes. Quero superar meus maiores desafios, quero abrir caminhos pro meu futuro. O futuro que eu escolhi, sem a ajuda de ninguém. Por mais difícil e duro que ele possa ser, foi o que eu escolhi. E quem me conhece sabe que eu (o meu eu de verdade) nunca escolho o caminho mais fácil, escolho sempre o com voltas e pedras.
      Acho que não estou mais fazendo sentido, mas acho que tudo bem. Cansei de tentar me negar e fazer sentido. Sou assim, completamente sem nexo.

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Oh, Mr Darcy!

      Se você já leu ou viu Orgulho e Preconceito, você vai entender perfeitamente o que eu estou falando. Caso contrário, recomendo! 
      Sabe aquele frio na barriga? Aquela vontade de passar o resto da vida com aquela pessoa? Coração batendo mais forte? Pois é, isso acontece comigo. Sinto isso por uma personagem: Mr Darcy. Quando conheci o Mr Darcy, estava na 8ª série.
      Não vou mentir e dizer que foi amor à primeira vista, cheguei até a pensar 'humpf, as pessoas exageram, por que esse cara seria apaixonável?'. Isso não durou muito, em pouquíssimo tempo ele me cativou de maneira tal que (JURO!) meu coração acelerava toda vez que lia o nome dele. Mesmo. E acelera até hoje. Nem percebi quando ou como exatamente, mas me apaixonei.
      Depois que o livro terminou, andava suspirando pelos cantos. As pessoas diziam que eu estava meio aérea e tudo mais. Vi o filme e não me decepcionei (incrível, não? recomendo também). E, recentemente, vi a série de Orgulho e Preconceito feita pela BBC. Ah, um amor desses nunca morre.
      Um dos meus consolos quando levei meu primeiro pé na bunda, alguns anos depois do meu primeiro contato com Mr Darcy, foi (depois de chorar por dias e ficar com aquela cara de híbrido de panda/leão/hipopótamo): 'pelo menos ele não era nenhum Mr Darcy'. Bobo, mas verdade.
      O que eu costumo chamar de EMD (Efeito Mr Darcy) é algo que todas as pessoas que eu conheço, e já leram/viram Orgulho e Preconceito, passaram por. Algumas mais intensamente (como é o meu caso), outras menos, mas nenhuma passou por Mr Darcy com indiferença. Oh, Mr Darcy!

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Mami

"Mayara, eu sei que você já escolheu seu curso(e isso já é bastante!), mas você precisa fazer escolhas mais específicas também."
"...?"
"Imagina que você está num self-service incrível com várias comidas maravilhosas, mas você num sabe exatamente o que quer comer. Você precisa descobrir o que quer comer exatamente, não só o tipo de comida (italiana, francesa, etc.). E, às vezes, o que você quer comer nem está nesse self-service maravilhoso com tantas opções apetitosas, está em um lugar diferente e você precisa ir lá buscar. Você precisa ler Mulheres que correm com os lobos..."

       #

"O caminho que você escolheu não será nada fácil. Mas a sensação de conseguir será bem melhor que a das coisas fáceis. Entende?"
"..."
"É que nem uma carne, tipo lagarto, quanto mais demora pra cozinhar (em fogo baixo, com paciência) mais saborosa fica."

       #

Porque a mami sabe que analogias com comida entram em mim...

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Chuva

Ai, ai, bem que podia chover nessa minha pacata cidade mineira :(
(sorry pelo post sem graça, mas ninguém escreve coisas longas nesse CALOR DOS INFERNOS quando a umidade relativa do ar é -1%)

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Boba

      Eu fico aqui matutando comigo mesma e sempre chego a uma conclusão: eu sofro porque eu sou boba. Eu sei que pode parecer que os bobos não sofrem, mas não, eles sofrem. Sempre que percebem que estão sendo bobos e que são tão bobos que não conseguem nem deixar de ser, eles sofrem. Nós sofremos. Eu sofro.
      Não sofro sempre, mas quando eu paro pra pensar e refletir sobre as situações...aí já viu, né? Logo eu penso: "Caramba, como eu sou boba! Como eu não vi isso antes? Por que eu estou aqui mesmo? Era isso que eu queria? Ei, vida! Me espera que tem alguma coisa errada...". Mas, muitas vezes é tarde demais e eu já estou no meio de uma lambança de sentimentos, pessoas, lembranças, padrões (que se repetem sempre) e eu, boba.
      Pior é que eu nem consigo mais chorar quando sofro. Parece que eu sequei.
      Eu sei muito bem que é bobagem ficar aqui reclamando e tudo mais. Mas, reclamar faz parte.
      Muitas pessoas tem um assunto meio fixo pra reclamar (dinheiro, ex-marido/mulher, amor não-correspondido, etc etc), além das reclamações flutuantes rotineiras. Eu reclamo de ser boba, mesmo isso fazendo com que, talvez, eu me torne ainda mais boba. Se é que isso é possível.
      Não gosto de ser boba, mas sofro de abobamento patogênico. Sou assim, luto contra isso, mas continuo assim (só consigo, às vezes, atenuar os sintomas). Pamonha, pateta, imbecil, ingênua, manipulável, com tendências a criar ilusões (e viver nelas), conduzível, passiva, sonhadora. Parece fácil fazer gato e sapato de mim? Pois é, é. E o pior é que eu nem costumo perceber, só em alguns (raros) momentos de lucidez.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Leãozinho


Caetano Veloso

Gosto muito de te ver, leãozinho
Caminhando sob o sol
Gosto muito de você, leãozinho
Para desentristecer, leãozinho
O meu coração tão só
Basta eu encontrar você no caminho
Um filhote de leão raio da manhã;
Arrastando o meu olhar como um ímã...
O meu coração é o sol, pai de toda cor;
Quando ele lhe doura a pele ao léu...
Gosto de te ver ao sol, leãozinho
De te ver entrar no mar
Tua pele, tua luz, tua juba
Gosto de ficar ao sol, leãozinho
De molhar minha juba
De estar perto de você e entrar numa

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Mudanças

       Nós, seres humanos, costumamos ter muito medo de mudanças tanto favoráveis quanto desfavoráveis. O desconhecido sempre gerou um desconforto desde que o mundo é mundo. No entanto, é justamente superar esse medo inicial que nos faz crescer e faz com que a sociedade cresça.
      Vejo muita gente da minha idade e de idades diferentes usando o velho texto batido "eu não consigo mudar o mundo. O que adianta só eu, sozinho, tentar mudar o mundo?". Agora imagine se todas as pessoas que usam esse argumento pra se esconderem, se juntassem pra fazer do mundo um lugar melhor?
      Não digo que todo mundo deva adotar minhas visões políticas, ou algo do gênero. Mas a gente conhece muitos dos problemas que afligem nosso mundo (adquirindo uma tendência até a banalizá-los). E não dizem que reconhecer o problema já é meio caminho andado para a resolução do dito cujo?
      Depois de reconhecê-lo, deve-se conhecê-lo de fato, não usando como fonte única e confiável a nossa querida e amada mídia ultra imparcial.
      E depois? Depois é nos juntarmos a tantos outros que não-fazem-as-mudanças-sozinhos e correr pro abraço. Sim, mudanças sociais não se fazem sozinhas. Mas e se todos os grandes nomes que lutaram por direitos e mudanças sociais e todas as pessoas que serviram de alicerce tivessem pensado assim? Não existiria civilização.
     Ainda que vivamos em uma civilização meio selvagem e imperfeita, ela já melhorou muito. E todas essas melhoras foram (e estão sendo!) graças a mudanças que foram inicialmente temidas. Vários dos que não-fariam-as-mudanças-sozinhos aderiram e ajudaram, ainda que não tenham tido a coragem de dar o ponta-pé inicial.

domingo, 28 de agosto de 2011

Sozinha

      Sabe, às vezes eu fico pensando em como as pessoas buscam em outras pessoas preencher o vazio que tem nelas mesmas. Ao invés de tentar fazer um movimento pra se gostar, aproveitar a própria companhia, saber viver sem depender única e exclusivamente de outra pessoa, faz-se um movimento pra preencher seus vazios e falhas com a dita cuja.
      Eu sei (e muito bem!) que às vezes bate aquela carência, aquela necessidade de encontrar uma cara-metade, alguém que atenue os seus sentimentos de solidão. Mas nascemos sozinhos, viveremos sozinhos e morreremos sozinhos. Ainda que estejamos acompanhados, a solidão é uma constante no ser humano (mesmo bem atenuada, ela está lá).
      Às vezes chegam aquelas familiares crises de choro e imagens mentais de seu corpo sendo encontrado semanas após sua morte no meio daquele monte de gatos (seus únicos companheiros).
      Mas, quem disse que um futuro sozinho é necessariamente um futuro infeliz? Se tem algo que eu aprendi (a duras penas) nos últimos anos é que, hoje em dia, estou muito bem sozinha, obrigada. Não preciso de relacionamentos vazios só pra estar acompanhada. Sinto-me extremamente feliz e tenho metas e objetivos próprios, que dependem única e exclusivamente de mim. 
     Meus vazios? Minhas falhas? Minha solidão? Eu abraço todos eles, porque são uma parte importante de quem sou.

sábado, 27 de agosto de 2011

Palavras

      Eu acho interessante como algumas coisas quando colocadas em palavras podem perder a força. Não que as palavras sejam fracas, muito pelo contrário. Mas, existem coisas que, quando ditas, perdem a magia. Da mesma forma que existem coisas que, quando escritas, ganham força.  

domingo, 21 de agosto de 2011

Primeiro post

      Olha, até eu fazendo blog! Onde será que esse mundo vai parar? De qualquer forma, acredito que possa ser uma experiência interessante, como está sendo o tumblr (que eu uso como blog...).
      Provavelmente meu destino não é tão fabuloso assim, mas, por enquanto, não me interessa interessar os outros. Gosto da minha vida assim, mutante e fabulosa, mesmo que seja só sob o meu ponto de vista. E escrever sobre ela será uma aventura, assim como creio que é vivê-la.