segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Mudanças

       Nós, seres humanos, costumamos ter muito medo de mudanças tanto favoráveis quanto desfavoráveis. O desconhecido sempre gerou um desconforto desde que o mundo é mundo. No entanto, é justamente superar esse medo inicial que nos faz crescer e faz com que a sociedade cresça.
      Vejo muita gente da minha idade e de idades diferentes usando o velho texto batido "eu não consigo mudar o mundo. O que adianta só eu, sozinho, tentar mudar o mundo?". Agora imagine se todas as pessoas que usam esse argumento pra se esconderem, se juntassem pra fazer do mundo um lugar melhor?
      Não digo que todo mundo deva adotar minhas visões políticas, ou algo do gênero. Mas a gente conhece muitos dos problemas que afligem nosso mundo (adquirindo uma tendência até a banalizá-los). E não dizem que reconhecer o problema já é meio caminho andado para a resolução do dito cujo?
      Depois de reconhecê-lo, deve-se conhecê-lo de fato, não usando como fonte única e confiável a nossa querida e amada mídia ultra imparcial.
      E depois? Depois é nos juntarmos a tantos outros que não-fazem-as-mudanças-sozinhos e correr pro abraço. Sim, mudanças sociais não se fazem sozinhas. Mas e se todos os grandes nomes que lutaram por direitos e mudanças sociais e todas as pessoas que serviram de alicerce tivessem pensado assim? Não existiria civilização.
     Ainda que vivamos em uma civilização meio selvagem e imperfeita, ela já melhorou muito. E todas essas melhoras foram (e estão sendo!) graças a mudanças que foram inicialmente temidas. Vários dos que não-fariam-as-mudanças-sozinhos aderiram e ajudaram, ainda que não tenham tido a coragem de dar o ponta-pé inicial.

domingo, 28 de agosto de 2011

Sozinha

      Sabe, às vezes eu fico pensando em como as pessoas buscam em outras pessoas preencher o vazio que tem nelas mesmas. Ao invés de tentar fazer um movimento pra se gostar, aproveitar a própria companhia, saber viver sem depender única e exclusivamente de outra pessoa, faz-se um movimento pra preencher seus vazios e falhas com a dita cuja.
      Eu sei (e muito bem!) que às vezes bate aquela carência, aquela necessidade de encontrar uma cara-metade, alguém que atenue os seus sentimentos de solidão. Mas nascemos sozinhos, viveremos sozinhos e morreremos sozinhos. Ainda que estejamos acompanhados, a solidão é uma constante no ser humano (mesmo bem atenuada, ela está lá).
      Às vezes chegam aquelas familiares crises de choro e imagens mentais de seu corpo sendo encontrado semanas após sua morte no meio daquele monte de gatos (seus únicos companheiros).
      Mas, quem disse que um futuro sozinho é necessariamente um futuro infeliz? Se tem algo que eu aprendi (a duras penas) nos últimos anos é que, hoje em dia, estou muito bem sozinha, obrigada. Não preciso de relacionamentos vazios só pra estar acompanhada. Sinto-me extremamente feliz e tenho metas e objetivos próprios, que dependem única e exclusivamente de mim. 
     Meus vazios? Minhas falhas? Minha solidão? Eu abraço todos eles, porque são uma parte importante de quem sou.

sábado, 27 de agosto de 2011

Palavras

      Eu acho interessante como algumas coisas quando colocadas em palavras podem perder a força. Não que as palavras sejam fracas, muito pelo contrário. Mas, existem coisas que, quando ditas, perdem a magia. Da mesma forma que existem coisas que, quando escritas, ganham força.  

domingo, 21 de agosto de 2011

Primeiro post

      Olha, até eu fazendo blog! Onde será que esse mundo vai parar? De qualquer forma, acredito que possa ser uma experiência interessante, como está sendo o tumblr (que eu uso como blog...).
      Provavelmente meu destino não é tão fabuloso assim, mas, por enquanto, não me interessa interessar os outros. Gosto da minha vida assim, mutante e fabulosa, mesmo que seja só sob o meu ponto de vista. E escrever sobre ela será uma aventura, assim como creio que é vivê-la.